Daniela Borali, Bob Falcão e Companhia ॐ

Meu intuito é mostrar o amor infinito que tenho pelos meus 15 gatos, 5 cachorros... E principalmente o quanto sonho com um mundo onde não exista mais nenhum animal abandonado!
IMPORTANTE: Meus animais não estão para adoção! Na verdade eles estão aqui comigo divulgando endereços, dicas e informações para que seus irmãos possam ter um destino feliz como o deles!!!

Que vocês consigam encontrar o verdadeiro amor através destes pequenos grandes deuses... É incognoscível!!!
(Daniela Borali)

terça-feira, 9 de agosto de 2016

COMPARTILHE ESTA IDEIA!

Ela espalhou 80 casinhas pela cidade sem imaginar o que encontraria dentro de TODAS elas

QUER AJUDAR OS ANIMAIS? ENTÃO ACOMPANHE O ADMINISTRADOR DO SITE PARA RECEBER INFORMAÇÕES SOBRE DOAÇÕES DE ANIMAIS, BASTA CLICAR EM “ACOMPANHAR”!
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A catarinense Bruna Uncini estava próxima de sua casa quando avistou, num dia frio, vários cachorros amontoados tentando se aquecer em uma calçada. Ficou marcada na sua memória também a cena de uma ninhada de filhotes sendo atacada por formigas.
A partir dali, ela sabia que precisava fazer algo pelos animais da cidade de Lages, em Santa Catarina.
Assim surgiu o projeto “Ajude Um Animal de Rua” que visa conscientizar as pessoas sobre a existência de animais abandonados que na maioria das vezes são ignorados pelas pessoas.
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Como não podia levar todos os cachorros para casa, ela decidiu espalhar dezenas de casinhas para que os cães pudessem descansar e se abrigar.
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Claro que no começo ninguém esperou que os animais fossem “aderir” à proposta, mas se enganaram completamente. Eles realmente começaram a ir para as casinhas.
O projeto contou com a ajuda de Bruno Hartmann, da Gerência de Proteção Animal de Lages, e Clênia Souza, voluntária do grupo Adote.
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Dentro das casinhas haviam rações e cobertores para os cachorros.
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Atualmente, há 80 casinhas pela cidade. Mas eles querem chegar a 500!!!! E o objetivo desses voluntários é ainda maior: no futuro, poder cadastrar, vacinar e castrar os animais.
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http://www.mundoanimal.blog.br/2016/06/22/ela-espalhou-80-casinhas-pela-cidade-sem-imaginar-o-que-encontraria-dentro-de-todas-elas/

quinta-feira, 21 de julho de 2016

9 razões para Manter Seu Gato Dentro de Casa

Já imaginou perder seu gato da noite para o dia?
É isso que acontece em muitos casos que os gatos vão dar apenas uma voltinha na rua
Leia Abaixo 9 razões para Manter Seu Gato Dentro de Casa.
1. Gatos dentro de casa geralmente vivem mais tempo.
Em geral, um gato que passa sua vida inteira dentro de casa vai viver muitos anos a mais do que um gato que dá suas escapadinhas.
Na rua ele enfrenta maiores riscos para a sua saúde e segurança que podem afetar a vida útil.
2. Gatos dentro de casa não serão atingidos por veículos.
O gato ao ar livre sempre estará correndo risco de ser atingido por um veículo.
Gatos podem se distrair enquanto buscam presas ou enquanto estão sendo perseguidos por um outro gato ou um cão.
-> Gatos atropelados por carros tem uma taxa alarmante.
Além de que um pequeno gato não é páreo contra um carro ou caminhão. E Mesmo se o gato sobrevive, as lesões são geralmente extremamente graves.
3. Redução do Risco de gatos sendo envenenados.
Gatos ao ar livre estão em risco de exposição ao envenenamento como pesticidas, envenenamento por comida estragada em latas de lixo, envenenamento intencional de pessoas etc.
Mesmo que não haja um risco de envenenamento em um ambiente interno (sua casa), você deve estar atento e remover as plantas tóxicas, produtos químicos tóxicos e outros perigos, a fim de mantê-los fora do alcance do seu gato.
4. Lesão ao brigar com outros Animais.
Não é incomum para um gato na rua se ferir por brigar com outro gato, cão ou outro animal.
Mesmo que você tenha o seu gato castrado ou esterilizado, há muitos gatos na rua que são extremamente territoriais e irão lutar até a morte, se necessário.
5. Redução de Risco de Doenças em seu gato.
Se o seu gato não está exposto a outros gatos e animais na rua ele tem um risco muito reduzido de contrair uma doença contagiosa.
6. Diminuição do Risco de parasitas.
As chances de o seu gato ficar infestado de pulgas, carrapatos ou vermes internos será muito reduzida se ele permanecer dentro de casa, porque ele não vai entrar em contato com fezes infectadas presas na grama ou no próprio solo.
7. Controlar a Comida.
Com um gato que vive em casa você pode controlar o que ele come e quanto ele consome a cada dia.
Se o seu gato costuma sair de casa para dar umas voltinhas você nunca vai ter controle de como ou o que ele come, e ele sempre vai estar em riso de contrair uma doença.
8. Não há risco de crueldade com o seu gato.
Na rua, seu gato pode facilmente tornar-se vítima de um vizinho que odeia gato, crianças que pensam que é divertido abusar de um animal indefeso ou pessoas que usam gatos para rituais.
Infelizmente tudo isso acontece
9. Monitorando a saúde do seu Gato.
Com seu gato dentro de casa você pode facilmente monitorar o que está ou não está acontecendo na caixa de areia.
Perceber de maneira precoce qualquer mudança nos hábitos do seu gato pode significar menos dor e sofrimento.
Você também será capaz de controlar os alimentos a ingestão de água, nível de atividade, etc.
Pense Nisso!


Gato afofando você!!!!!

Se o seu gato ficar amassando/afofando essa é sua maneira de mostrar para você o amor que eles desenvolveram enquanto bebês quando cuidado por sua mãe.
É dessa forma que eles depositam o seu odor pessoal e característico no local em que se sentem à vontade.
Esse local pode ser, inclusive, o colo do seu dono.
Quando eles afofam os seres humanos, estão demonstrando todo o afeto e amor que sentem, como se a pessoa fosse a própria mãe deles. 

ALERTA!!!!

Gatos são discretos até para esconder doenças 
Por isso, idas ao Veterinário são indispensáveis, mesmo que nossos Gatos pareçam bem.
Então, se Você perceber qualquer mudança de comportamento, não perca tempo e leve seu Gato ao Veterinário...

terça-feira, 12 de julho de 2016

5 benefícios da convivência com animais para idosos

Postado por: Equipe Terceira Idade | Em: Casa e Família

Não é de hoje que os animais domésticos estão presentes nos lares de muitas famílias. E engana-se quem acha que os cachorros são os preferidos por ter a finalidade de proteger a casa. Assim como os cães, outros bichinhos têm conquistado significativamente espaço nas residências de muitas pessoas, como os gatos por serem excelentes companheiros.

Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de estimação (Abinpet), os cães apresentam cerca de 35,7 milhões nos domicílios contra 19,8 milhões de felinos. Hoje, estima-se que 44% dos lares brasileiros possuem animais de estimação. A razão para o crescimento desse número se dá também pelo fato dos animais de estimação trazerem benefícios para a saúde física e mental do seu dono.
Para quem chegou à terceira idade e tem por consequência a solidão, seja por causa do falecimento do conjugue ou porque os filhos já estão casados, a presença de um animalzinho no dia a dia ajuda a combater o isolamento e estimula o idoso a praticar atividades físicas que são realizadas ao passear ou brincar com o pet. Veja cinco benefícios da convivência com animais para quem já está na melhor idade:
1. Estimula a interação social: os animais precisam de passeios diariamente. Sendo assim, nessas caminhadas em parques ou pela vizinhança é possível interagir com outras pessoas, conhecer novos lugares e estimular a comunicação;
2. Aumenta a disposição: normalmente, o ideal é caminhar ao menos uma hora com o seu pet. Essa atividade promove sensação de bem estar e contribui para a saúde mental, já que os estímulos recebidos ao caminhar aumentam a coordenação motora e fazem com que o cérebro responda a estímulos visuais, sonoros, táteis e olfativos;
3. Melhora o humor: ao brincar com o cachorro ou gato, as taxas de serotonina – neurotransmissor que atua regulando o bom humor, sono, apetite e alivia a dor – são elevados. Diante disso, diminuem os níveis de ansiedade, proporcionando sensação de conforto, calmaria e melhora do ânimo no idoso;
4. Previne doenças: estudos realizados em vários países apontam que os tutores de cães e gatos, nessa etapa da vida, sofrem menos de depressão, problemas relacionados à pressão sanguínea, frequência cardíaca e capacidade motora, por causa da prática de exercícios em companhia do animal;
5. Aumento da expectativa de vida: a ciência já comprovou que quem convive com eles são mais felizes, saudáveis e vivem mais. Pesquisas realizadas em pacientes que receberam alta de uma unidade coronariana apontaram que quem possuía animais em suas residências viviam mais. Isto porque a convivência com os bichos aumentava a sensação de bem estar e, por consequência, elevava a expectativa de vida.
Com todos esses benefícios, o que você está esperando para adquirir um animalzinho de estimação?
https://www.aterceiraidade.com/casa-e-familia/5-beneficios-da-convivencia-com-animais-para-idosos/

Por que tantos veterinários recomendam apenas o uso de ração?


A alimentação do cão e do gato deve ser constituída apenas de ração? Ou pode-se oferecer também frutas, legumes e outros tipos de alimentos?
Cães e gatos precisam receber diariamente todos os nutrientes essenciais à sua saúde. Esses nutrientes essenciais são aminoácidos, ácidos graxos, vitaminas e minerais, que fazem parte de todo o organismo, e que são encontrados em diferentes tipos de alimentos.

Entretanto, para garantir que todos esses nutrientes sejam fornecidos diariamente, a melhor recomendação é o uso de um alimento industrializado (ração) de boa qualidade, de fabricante reconhecido, pois esses alimentos foram formulados, balanceados e testados para garantir que os animais receberão tudo o que precisam para serem saudáveis. O uso de alimentos caseiros não garante o fornecimento de todos os nutrientes essenciais, o que torna esses pets mais suscetíveis ao desenvolvimento de vários problemas de saúde, como deficiências nutricionais e obesidade. Além disso, mesmo quando o proprietário fornece um alimento industrializado, mas também fornece outros petiscos, o pet terá menos fome e reduzirá a ingestão do alimento industrializado, e poderá também desenvolver deficiências nutricionais. O fornecimento de petiscos não deve ser uma prática rotineira, pois também pode causar problemas à saúde dos animais.

Qual a importância de oferecer somente a ração para os animais domésticos?
Cães e gatos que são alimentados exclusivamente com produtos industrializados de alta qualidade durante toda sua vida têm importantes ganhos para sua saúde, que se refletem em aspectos como:
- Maior longevidade, isto é, vivem muito mais que animais que não consomem alimentos balanceados. Atualmente, percebe-se um significativo aumento no tempo médio de vida de cães e gatos, graças, principalmente, ao aumento do uso de alimentos industrializados, associado aos avanços da veterinária, que permitem tratamento mais eficiente de diversas doenças;
- Minimização do desenvolvimento ou da severidade de diversas doenças, como problemas osteoarticulares e deficiências nutricionais;
- Facilidade no fornecimento do alimento industrializado para o animal;
- Mais segurança alimentar e qualidade do alimento fornecido.

Como proceder com filhotes? Deve-se oferecer o tanto de ração que eles quiserem consumir ou devem ser estipuladas quantias?
Os filhotes, por estarem em fase de crescimento, devem ter sua alimentação adequadamente acompanhada, para que se evite o consumo maior ou menor de alimento que o recomendado pelo fabricante. Se o filhote come mais do que precisa, vai aumentar rapidamente de peso e tamanho, sendo que o seu esqueleto ainda não está maduro o suficiente para suportar esse ganho rápido de peso, o que pode contribuir de forma determinante para o desenvolvimento de problemas como a obesidade juvenil, doenças osteoarticulares (importantes em cães de porte grande e gigante, como a displasia coxofemoral, osteocondrose e o desvio angular ou "entortamento" de patas), entre outros. Já os pets que comem menos que o recomendado pelo fabricante podem ter seu crescimento retardado ou até comprometido por desnutrição. Atualmente, verifica-se um grande aumento do número de filhotes com doenças decorrentes da superalimentação, se considerarmos animais que possuem proprietários.

Quantas vezes ao dia deve ser oferecida a ração para o cão e para o gato adulto?
Existem diferenças importantes entre os hábitos alimentares de cães e gatos. Os gatos fazem pequenas e múltiplas refeições ao dia, e preferem se alimentar no período noturno. Os cães fazem refeições com maior quantidade de alimento e em menor número. Por isso, deve-se primeiramente verificar qual a quantidade total de alimento que o animal deverá receber por dia e dividi-la em duas ou três refeições, mas tendo em mente que boa parte dos cães vai ingerir imediatamente tudo o que for colocado no comedouro, e os gatos vão se alimentar durante todo o dia e noite. Importante sempre jogar fora as sobras de um dia para outro, para que alimentos não envelheçam e se tornem contaminados nos comedouros.

Como escolher uma boa ração? O que procurar na embalagem?
Diversas observações devem ser feitas pelos proprietários para se escolher um bom alimento para seu pet. Primeiramente, deve-se buscar alimentos de fabricantes reconhecidos e de melhor qualidade, chamados de "super premium". Depois, dentre as opções "super premium" buscar por alimentos que atendam às necessidades de porte ou raça e idade do animal. Após essa etapa, dentre as opções disponíveis, o proprietário deve consultar no rótulo informações nutricionais, como a lista de ingredientes e os níveis de garantia do produto, como a quantidade de energia metabolizável (quantidade de calorias que o alimento fornece por quilo), a quantidade de proteína, gordura e cálcio. Os alimentos variam de forma muito importante em relação ao fornecimento de nutrientes, mas devem estar adaptados para os animais aos quais se destinam.
De maneira geral, um alimento “super premium” de qualidade fornece:
- Entre 3.800 e 4.200 kcal/kg;
- Proteína: pelo menos 22% para cães adultos, pelo menos 25% para filhotes de cães, pelo menos 28% para gatos adultos e pelo menos 31% para filhotes de gatos. As proteínas devem ser de alta digestibilidade (em produtos de excelente qualidade o fabricante garante digestibilidade de pelo menos 90% da proteína);
- Gordura: pelo menos 10%;
- Cálcio: entre 0,8% e 1,8% para cães e gatos adultos; entre 1,0% e 1,5% para cães e gatos filhotes;
- Matéria mineral menor que 8%;
- Fibra bruta menor que 3%;
- Ingredientes de origem animal e vegetal como fontes de gordura e proteínas de alta qualidade (óleo de peixe, gordura de bovinos ou aves, óleos vegetais, farinha de vísceras de frango, proteína isolada de suíno, glúten de trigo, proteína de soja etc.);
- Uso de minerais quelatados (alta absorção);
- Uso de diferentes nutracêuticos (alimentos funcionais) como polifenóis e chá-verde (antioxidantes), zeolita (proteção da mucosa intestinal), manano-oligossacáridos e fruto-oligossacáridos (prebióticos), óleo de peixe (fonte de ácidos graxos ômega 3), óleo de borragem (fonte de ácidos graxos ômega 6) ou glicosamina e condroitina (saúde de articulações);
- Verificar se o fabricante disponibiliza materiais informativos sobre seus alimentos, pois normalmente existem mais informações nesses materiais que podem auxiliar o proprietário na hora da decisão.

A partir de quanto tempo o filhote deve começar a comer ração para adulto?
Existem cães e gatos de diferentes tamanhos. Quanto maior o animal, mais tempo demora para se tornar adulto. A idade média para cães e gatos atingirem a fase adulta é 12 meses. Entretanto, se pensarmos em cães de diferentes portes e raças, cães de pequeno porte (peso adulto de até 10 kg) atingem a fase adulta com cerca de 10 meses, enquanto que para cães de porte grande (peso adulto entre 26 kg e 45 kg) a fase de crescimento se estende pelo menos por 15 a 18 meses, podendo chegar a 24 meses em cães de raças gigantes (peso adulto maior que 45 kg). Por causa dessas particularidades, deve-se verificar para cada animal qual a idade em que ele termina sua fase de crescimento e seguir as orientações de rótulo fornecidas pelos fabricantes sobre a idade da mudança da alimentação.

Se o cão ou gato for de pequeno porte, ele pode comer ração para filhotes o resto da vida ou essa prática pode privá-lo de alguma vitamina necessária?
Essa prática é equivocada, pois atualmente existem alimentos de acordo com a raça ou tamanho de cães e gatos, e que também consideram sua idade. Ou seja, é possível encontrar alimento para um cão mini adulto ou filhote. Cada fase da vida dos animais exige concentrações diferentes de vários nutrientes. Exatamente por isso a melhor recomendação é que seja utilizado o alimento adequado, que foi especialmente desenvolvido para atender às necessidades específicas de cada idade, porte e raça, e com isso promover uma vida mais saudável.

A ração interfere na textura e no cheiro das fezes?
Sim. A qualidade do alimento interfere diretamente em seu aproveitamento pelo organismo e aspecto das fezes. O que sai nas fezes é justamente o que o animal não conseguiu aproveitar. Ou seja, se o alimento é de alta qualidade, propiciará alta absorção de seus nutrientes e as fezes serão em pequena quantidade, bem formadas e com pouco cheiro. Se o alimento é de má qualidade, boa parte dele não será aproveitada e será eliminada, levando à formação de fezes mais volumosas, amolecidas e com cheiro mais forte.

O dono deve colocar a ração apenas no horário que o animal deve comer ou pode deixar o pote cheio para quando o cão tiver vontade de se alimentar?
A quantidade de alimento a ser oferecida por dia deve sempre ser controlada. Entretanto, existem animais que vão comer todo o alimento imediatamente, e outros que irão se alimentar aos poucos durante o dia. Alimentos industrializados extrusados (secos) poderão ficar disponíveis no comedouro durante o dia para animais que fazem pequenas e múltiplas refeições, desde que seja controlada a quantidade diária máxima a ser colocada no comedouro (para evitar que o animal coma mais do que o necessário e se torne obeso) e desde que as sobras do dia anterior sejam sempre descartadas.

Oferecer a ração uma vez por dia apenas não deixa o animal com fome? Como saber que ele está faminto?
Como já mencionado, o importante é garantir que o animal receba toda a quantidade de alimento recomendada por dia pelo fabricante. O número de refeições pode variar de acordo com cada animal ou disponibilidade do proprietário, mas sempre é preferível que sejam fornecidas pelo menos duas ou três refeições por dia, para se evitar problemas digestivos em animais que comem o alimento muito rápido.

Durante uma viagem em que o cão ou gato fica sozinho em casa, como proceder? Deixar muita comida e água disponível é recomendado?
A recomendação é a mesma sempre, ou seja, o animal deverá receber a quantidade recomendada de alimento diariamente, bem como ter sua água trocada. O alimento não pode ficar disponível por vários dias, sem ser trocado, pois essa prática pode causar diferentes tipos de problemas para o animal. Quando falamos de animais saudáveis, que não estão obesos e comem o alimento devagar ao longo do dia, durante o período de viagem dos proprietários alguém poderá cuidar desse animal apenas uma vez ao dia. Quando nos referimos a animais com problemas de saúde, obesos ou muito glutões, eles terão que receber pelo menos duas refeições ao dia para se evitar problemas de saúde. Ou então se corre o risco de o proprietário colocar, por exemplo, comida e água para três dias de uma vez, e o animal comer tudo no mesmo dia e depois passar fome nos outros dias. Ou, também, derrubar a água por acidente e depois passar sede até o retorno do proprietário.

Qual a quantidade de ração indicada de acordo com cada idade/peso?
A recomendação de quantidade de alimento de acordo com a idade e peso do animal depende de cada alimento a ser fornecido. Existem fórmulas matemáticas que são usadas pelos fabricantes de alimentos industrializados para se calcular essas quantidades, e essas informações constam no rótulo de cada produto. Por isso, a recomendação é sempre seguir a orientação do fabricante para cada alimento.

Se o cão comer muito rápido a ração significa que ele ainda está com fome? O dono deve colocar mais?
Existem cães e gatos chamados de "glutões", ou seja, comem muito rápido sempre, e parecem nunca estarem satisfeitos, mesmo estando em ótimas condições de saúde e peso. Para animais assim, é ainda mais importante que o proprietário controle rigorosamente a quantidade diária de alimento que está sendo fornecida, bem como evite ao máximo o fornecimento de petiscos e alimentos caseiros, pois esses animais têm muito mais propensão para se tornarem obesos que os outros. Isso acontece por questões comportamentais ou porque eles não possuem um controle adequado de sua sensação de saciedade, podendo comer quantidades exageradas de alimentos diariamente. Também é importante que esses animais sejam pesados regularmente, para auxiliar na prevenção da obesidade. Nunca o proprietário deve ceder às solicitações de mais comida que, invariavelmente, esses animais fazem, justamente para evitar o ganho de peso e problemas de saúde secundários à obesidade ou a uma alimentação desbalanceada e desregrada.


Dra. Luciana Domingues de Oliveira é Médica-Veterinária com mestrado e doutorado na área de Nutrição de Cães e Gatos. É também Consultora Técnica e Científica da Royal Canin do Brasil.

Esporotricose: pesquisadores esclarecem sobre a doença, que pode afetar animais e humanos

Fonte: INI/Fiocruz
Causada pelo fungo Sporothrix schenckii, a esporotricose é uma micose que pode afetar animais e humanos. Desde o final da década de 1990, no Estado do Rio de Janeiro, tem sido grande a ocorrência da doença em animais, especialmente em gatos. Há tratamento para a micose, e o diagnóstico dos animais já pode ser feito na maioria das clínicas veterinárias. Por isso, não abandone, maltrate ou sacrifique o animal com suspeita da doença. Procure o tratamento adequado e se informe sobre os cuidados que deve ter para cuidar de seu animal sem colocar em risco a própria saúde. São essas algumas das orientações dos veterinários que estudam o agravo.
Na Fiocruz, o Instituto nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI) é a unidade que pesquisa a esporotricose. Alguns de seus pesquisadores responderam perguntas selecionadas a partir das questões mais frequentes enviadas ao Fale Conosco
Quais são os principais sinais clínicos e sintomas da esporotricose?
Nos gatos, as manifestações clínicas da esporotricose são variadas. Os sinais mais observados são as lesões ulceradas na pele, ou seja, feridas profundas, geralmente com pus, que não cicatrizam e costumam evoluir rapidamente. A esporotricose está incluída no grupo das micoses subcutâneas.
A esporotricose atinge quais animais? Como é o contágio?
Embora a esporotricose já tenha sido relacionada a arranhaduras ou mordeduras de cães, ratos e outros pequenos animais, os gatos são os principais animais afetados e podem transmitir a doença para os seres humanos. O fungo causador da esporotricose geralmente habita o solo, palhas, vegetais e também madeiras, podendo ser transmitido por meio de materiais contaminados, como farpas ou espinhos. Animais contaminados, em especial os gatos, também transmitem a doença, por meio de arranhões, mordidas e contato direto da pele lesionada.
A esporotricose se manifesta em humanos?
Sim. O homem pega o fungo geralmente após algum pequeno acidente, como uma pancada ou esbarrão, onde a pele entra em contato com algum meio contaminado pelo fungo. Por exemplo: tábuas úmidas de madeira. Outra forma de contágio são arranhões e mordidas de animais que já tenham a doença ou o contato de pele diretamente com as lesões de bichos contaminados. Mas, vale destacar: isso não significa que os animais doentes não devam ser tratados, pelo contrário. A melhor solução para evitar que a doença se espalhe é cuidar dos animais doentes, adotando, para isso, algumas precauções simples, como o uso de luvas e a lavagem cuidadosa das mãos.
Como é possível identificar a esporotricose em humanos?
A doença se manifesta na forma de lesões na pele, que começam com um pequeno caroço vermelho, que pode virar uma ferida. Geralmente aparecem nos braços, nas pernas ou no rosto, às vezes formando uma fileira de carocinhos ou feridas. Como pode ser confundida com outras doenças de pele, o ideal é procurar um dermatologista para obter um diagnóstico adequado.
Os gatos podem transmitir esporotricose para as pessoas?
Sim, por meio de arranhões, mordidas e contato direto com a lesão. Por isso é importante que o diagnóstico seja feito rapidamente e que o animal doente receba o tratamento adequado. Animais doentes não devem nunca ser abandonados. Se isso acontecer, eles vão espalhar ainda mais a doença. Caso suspeite que seu animal de estimação está com esporotricose, procure um médico veterinário para receber orientações sobre como cuidar dele sem correr o risco de ser também contaminado.
É possível que um gato doente contamine outros animais que convivem no mesmo ambiente, como uma casa, quintal ou apartamento?
Sim. Por isso é aconselhável isolar o gato do contato com outros animais, separando-o num ambiente próprio, para que receba os cuidados de que necessita sem comprometer a saúde dos outros bichos da casa. Outro cuidado muito importante: em caso de morte do animal com esporotricose, é essencial que o corpo seja cremado, e não enterrado. Isso porque a micose pode se espalhar pelo solo, espalhando a doença entre outros animais.
Que cuidados podem evitar a transmissão?
Uma boa higienização do ambiente pode ajudar a reduzir a quantidade de fungos dispersos e, assim, novas contaminações. É também importante não manusear demais o animal, usar luvas e lavar bem as mãos. Em caso de morte dos animais doentes, não se deve enterrar os corpos, e sim incinerá-los, para evitar que o fungo se espalhe pelo solo.
Onde levar um gato com suspeita de esporotricose para ser atendido?
O animal com suspeita de esporotricose deve ser levado a uma clínica veterinária. Há atendimentos de baixo custo e alguns gratuitos. No Rio de Janeiro, o animal pode ser encaminhado à Unidade de Medicina Veterinária da Prefeitura, que presta atendimento de segunda a sexta-feira, pela manhã e à tarde, com distribuição de números por ordem de chegada. Para mais informações acesse o site http://www.1746.rio.gov.br/ ou ligue para o 1746 da prefeitura.
A Fiocruz, por meio do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI), também oferece atendimento. No entanto, o serviço já está trabalhando com sua capacidade esgotada, devido à grande demanda. Isso significa que, por ora, a Fiocruz não pode atender a novos casos.
Por sua vez, o Instituto Municipal de Medicina Veterinária Jorge Vaitsman também pode contribuir com informações. O IJV fica na Avenida Bartolomeu Gusmão 1.120, em São Cristóvão, Rio de Janeiro. O contato é: ijv@rio.rj.gov.br .
Sugerimos ainda o contato com a Secretaria Especial de Promoção e Defesa dos Animais:
Telefone geral: (21) 3402-0388 (Centro de Proteção Animal);
Ouvidoria de atendimento: 3402-5417;
Administração no Centro Administrativo São Sebastião (CASS): 2292-6516;
Prefeitura: 1746;
Unidade Municipal de Medicina Veterinária Jorge Vaitsman (UJV):ijv@rio.rj.gov.br
E o atendimento às pessoas, onde é feito?
O atendimento de esporotricose no Rio de Janeiro está sendo feito pelos médicos de Postos de Saúde locais e dos Serviços de Atenção Básica do Programa Saúde da Família. Casos que apresentam uma complexidade maior, serão então referendados para o Centro Clínico do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, através de encaminhamento médico, do local de origem. Todos os dias a equipe de enfermagem faz avaliações, no período da manhã e, se for pertinente, a consulta médica é agendada.
Para qual órgão devo comunicar que existem casos de esporotricose na região onde moro?
Ao Centro de Controle de Zoonoses do seu município. No Rio de Janeiro, o telefone é (21) 3395-1595. Caso não exista um setor como esse no seu município, sugerimos que comunique o caso à Secretaria de Saúde, pois é uma doença que pode contaminar os seres humanos.
Outro contato pode ser feito com a Vigilância Sanitária do Rio de Janeiro, pelo telefone 1746 ou no site http://www.1746.rio.gov.br/.
Qual o tratamento indicado para gatos? E para humanos?
O tratamento recomendado, na maioria dos casos humanos e animais, é o antifúngico itraconazol, que deve ser receitado por médico ou veterinário. A dose a ser administrada deve ser avaliada por esses profissionais, de acordo com a gravidade da doença. Mas, dependendo do caso, outros fármacos podem ser usados. Reforçamos: a administração do medicamento só deve ser feita após avaliação médica ou veterinária.
Como conseguir o medicamento? A Fiocruz oferece gratuitamente?
É possível comprá-lo em farmácias de todo o país. O fornecimento de medicamentos pela Fiocruz é restrito àqueles pacientes que estão regularmente matriculados, bem como aos animais que estão em acompanhamento no Laboratório de Pesquisa Clínica em Dermatozoonoses em Animais Domésticos.
Quanto tempo dura o tratamento?
Dependendo do caso, o tratamento pode durar meses ou mais de um ano. É muito importante que o tratamento seja seguido à risca.
É contagiosa apenas por contato ou o fungo também pode ser transmitido pelo ar?
A transmissão do fungo através da inalação é possível, mas é rara.
Já existe ou está sendo desenvolvida alguma vacina contra a esporotricose?
Não existe vacina contra a esporotricose, mas alguns estudos vêm sendo desenvolvidos.
Existe transmissão entre humanos? Ou seja: uma pessoa com esporotricose pode transmiti-la para outra?
Não há registros de casos deste tipo de transmissão. Pelo que se sabe, as pessoas só contraem a doença pelo contato com meios ou animais contaminados.
Para mais informações, localização e contato:
Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas
Avenida Brasil 4.365 - Manguinhos, Rio de Janeiro
Contatos: (21) 3865.9595
http://www.ini.fiocruz.br

quarta-feira, 29 de junho de 2016